Casamento na Cozinha

Sal e Pimenta

Uma fome repentina
Me tomou de madrugada
Então eu fui à cozinha
Sonolenta e bem cansada
Pra comer, rapidamente
Inacreditavelmente
Lá me vi paralisada

Uma cena inusitada
Tomava todo o balcão
Um anúncio ao som do apito
Da panela de pressão
Dava início ao tal momento
Eis que era um casamento
Incrível celebração

Me escondi de supetão
Para não atrapalhar
O noivo, todo de branco
Esperava já no altar
Quando as taças, em coral
Soaram num tom cristal:
A noiva iria chegar!

Foi entrando a desfilar
Enquanto as frutas olhavam
Manteiga se derreteu
Legumes comemoravam
Vinagre e azeite juntinhos
Belo casal de padrinhos
Dos pombinhos se orgulhavam

– Eu vi quando namoravam,
Acompanhei desde cedo!
– Oh, não seja tão meloso!
O vinagre um tanto azedo
Repreendeu o azeite
Que suspirava em deleite
Romântico e sem segredo

Eu tava com um certo medo
De estar sonhando acordada
Mas era tudo tão mágico
Que me vi enfeitiçada
Dali não saí enfim
Assisti até o fim
A cerimônia encantada

A noiva estava arrumada
Com buquê de couve-flor
Com véu de papel toalha
O padre era um pegador
Daqueles de macarrão
Conduzindo a união
Com maestria e louvor

Foi aquele chororô
Com as alianças chegando
Feitas de anéis de cebola
E os noivos se declarando:
– Você dá tempero à vida!
– Te adoro minha querida!
E então foram se beijando!

Pegador finalizando
Declarou os dois casados
Foi chuva de arroz pra cima
Pra baixo e tudo que é lado
Casaram o Sal e a Pimenta
Coisa que a cabeça inventa
Em um sonho esfomeado!

por Mariane Bigio – Janeiro 2020

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Os três irmãos – Um conto de Natal

Papai Noel - Por Murilo Silva

Papai Noel – Por Murilo Silva

Por Mariane Bigio

Era dezembro e os três irmãos estavam animados. Haviam sido alertados sobre a tradição de pendurar suas meias sob o parapeito da janela, e ainda sobre as cartinhas com os pedidos de presentes de natal, que deveriam ser escritas com antecedência, para que o Papai Noel trouxesse exatamente o que gostariam de receber naquele ano. Um ano que passara voando, e o mês, cheio de festas e confraternizações, pareceu curto para tantos preparativos. A véspera de Natal chegara, e os três se ocuparam entre afazeres na cozinha, brincadeiras, faxina na casa, brincadeiras, beliscos nos quitutes da ceia e mais brincadeiras. A casa era simples e os irmãos ajudavam a família com cada detalhe da festa que começaria a qualquer momento.
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Tudo foi perfeito, divertido, e a comida estava deliciosa! Depois da sobremesa, o mais velho lembrou-se das meias, caramba! Todas as minhas meias estão sujas, e mamãe não quer que eu fique sem sapatos enquanto a vovó estiver por perto! O irmão do meio também não havia separado meia alguma, tampouco a caçula havia guardado um meia cheirosa e limpa para receber o bom velhinho. Os três foram ao cesto de roupas sujas e retiraram suas meias usadas de lá. Antes que os pais percebessem, fizeram um pequeno varal logo abaixo da janela, com as três meias penduradas. Depois das cantigas e jogos, os três adormeceram num colchão entre os primos e primas, em um outro cômodo da casa. As meias estavam penduradas, mas eles não haviam escrito sequer bilhetes para sinalizar ao Papai Noel sobre seus desejos. E agora?
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A casa dormia enquanto a coruja piava do lado de fora. O trenó estacionou nos fundos da casa, e o velhinho limpou o solado das botas sujas de terra no capacho em frente à porta. Demorou-se um pouco, até que se voltou, apreensivo, cochichando ao seu duende assistente: esta é a casa dos três irmãos! Foram eles que não escreveram nada sobre o queriam ganhar de presente. Querem que o bom velhinho faça mágica para descobrir! O duende respondeu: mas não é isso mesmo que o senhor faz? E os dois riram juntos, aos sussurros, com medo de serem ouvidos. Ao passar pela porta da cozinha Papai Noel avistou as tais meias dos pequenos. No caminho depositou, próximo à árvore de natal, os pacotes destinados aos pais, primos, avós, tios e tias das crianças. Todos já estavam prontinhos no saco mágico do bom velhinho. Papai Noel coçou a barba e o Duende se aproximou das meias, até cheirá-las…. plah! Estão sujas! Que horror! Noel deu um risinho contido, de boca fechada, tinham que ser silenciosos para que ninguém acordasse. O Duende assistente sacudiu no ar a meia do irmão mais velho…. uma meia comprida, devia chegar até o joelho do menino. Estava suada, com um chulézinho discreto e salpicada de grama verde. Hummm… o Papai Noel corrigiu sua postura e pigarreou. Disse algumas palavras magicas. O duende tirou de dentro do saco um pacote redondo que deixou abaixo daquela primeira meia. A meia do irmão do meio estava mais fedorenta… o Duende olhou dentro dela e teve que prender o espirro: está cheia de areia branca, e bem fininha. Veja! Também tem um conchinha aqui dentro. Hummm, muito bom, disse Papai Noel. Falou novamente as palavras mágicas e um outro pacote estava prontinho, saído do grande saco vermelho. Este ficou abaixo da meia que estava no centro. A última meia era muito fofinha, cheia de desenhos coloridos, uma bainha de arco-íris, e era a menorzinha das três, parecia limpa, mas…. credo! Que fedor! Esta é a pior de todas, Noel! O velhinho prontamente respondeu: prova de que a menina é espoleta, corre e pula tanto quanto os irmãos! Ao balançar a meia o duende teve um susto: um pó brilhante saiu de lá de dentro… não é possível! Pó mágico na meia de uma criança humana? Calma, calma, isto é o que eles chama de glíter, pequenino. Também é uma ótima pista, junto com os desenhos da meia, o arco-íris na bainha…. talvez um chulé de quem gosta de usar botas ou galochas para brincar…. hum… é isso! O velhinho disse outras palavras mágicas e o Duende precisou se esforçar para retirar o pacote grande e pesado de dentro do saco vermelho. Deixou-o bem abaixo da meia pequenina. Ufa! Terminamos por aqui! Disse o assistente. O Papai Noel e o Duende deixaram a casa satisfeitos, e dentro de poucas horas o dia amanheceu.
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As crianças deixaram o quarto esbaforidas e atropelaram os primos que tentavam encontrar seus presentes ao redor da árvore. Eles foram diretamente ao local das meias, e cada um pegou o presente que lhe estava designado. Ao abrir, os olhos dos três brilharam de satisfação! Viva! Isso! Eba! Era exatamente o que eu queria! O irmão mais velho ganhou uma belíssima bola de futebol, para jogar no campinho onde costumava sujar suas meias de grama verdinha. O irmão do meio se deleitou com o trator, pás e balde que ganhara para brincar na areia branca e fininha, da praia em que passeava no final da tarde, depois da escola. Às vezes tinha tanta pressa de brincar que pulava na praia de tênis e meia, e até gostava de catar conchinhas e guardar nas meias para colecionar depois. A irmã mais nova, a pequenina espoleta, vibrou com o seu unicórnio de madeira, crina cor de arco-íris e chifre salpicado de purpurina dourada! Vou cavalgar com minhas galochas, ihaaaa! Do lado de fora da casa o Duende se esgueirava entre os arbustos, assistindo à cena pela janela. Na sua prancheta desenhou uma carinha sorridente ao lado do endereço dos três irmãos e sumiu, logo depois, em meio a uma fumaça branca e pó mágico, pois precisava apresentar o “Relatório da Alegria” ao Papai Noel.

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Mariazinha e a Comadre Fulorzinha

Mariazinha e a Comadre Fulorzinha

CORDEL MARIAZINHA E A COMADRE FULORZINHA - ILUSTRAÇÃO: MURILO SILVA

CORDEL MARIAZINHA E A COMADRE FULORZINHA – ILUSTRAÇÃO: MURILO SILVA

Meu nome é Ana Maria

mas chamam Mariazinha

eu vou contar uma história

ouvi de uma tia minha

ela me disse que um dia

viu Comadre Fulorzinha!

 

Eu então lhe perguntei:

– Quem é essa Fulorzinha?

que eu saiba, minha tia

sua comadre é mainha!

Ela deu uma risada

disse: – Ô minha sobrinha!

 

– Essa comadre que eu falo

vive no meio da mata

protegendo os animais

punindo quem os maltrata

quem explora a natureza

de maneira tão ingrata!

 

– Ela tem cabelos longos

que vão além da cintura

é uma linda caboclinha

na mata se desfigura

só aparece de noite

tenebrosa criatura!

 

Ao escutar a história

eu senti enorme medo

a noite estava chegando

já não era mais tão cedo!

foi então que minha tia

me contou o seu segredo:

 

– Não se preocupe não!

ela não lhe fará mal

apenas nunca maltrate

nem planta, nem animal

se for andar na floresta

é bom levar um mingau!

 

– Mas tia, não tenho fome!

– Mas não é para comer,

querida Mariazinha!

você deve oferecer

o fumo, mel ou mingau

que ela vai agradecer…

 

– A Fulorzinha aprecia

sempre que é presenteada

e ajuda até quem se perde

dentro da mata fechada

ela pode ser bondosa

se não for contrariada!

 

Eu lembrei que muita gente

dessa nossa região

gosta de fazer queimada

pra colher a plantação

e perguntei a titia

o que aconteceria

se houvesse degradação

 

Ela disse muito firme:

– Se a natureza sofrer

a Comadre Fulorzinha

logo vai aparecer

sinal de sua presença

é o que eu vou te dizer…

 

– Ela gosta de fazer

trança em crina de cavalo!

faz um nó cego danado

impossível desmanchá-lo

se tentar tirar o nó

os dedos enchem de calo!

 

– Tem que ter muito cuidado

se um assobio ouvir

se for som muito longo

Fulorzinha está por vir

mas só precisa ter medo

se à natureza agredir

 

– Pois se alguém se aventurar

de caçar por diversão

levará uma cipoada

mais forte que cinturão

nem precisa procurar

pois jamais vai encontrar

d’onde veio o bofetão!

 

– Já entendi, minha tia!

já vem chegando a noitinha,

vou levar esse mingau

e seguir a minha linha

amanhã digo se vir

a Comadre Fulorzinha!

 

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A Iara e a preservação do rio

Sereia - Murilo Silva

Sereia – Murilo Silva

(por Mariane Bigio)

 

Encontrei uma mocinha

Que limpava com capricho

As margens de um grande Rio

Retirando todo o lixo

Que podia alcançar

Ela quis me confessar

Me contando num cochicho

 

Não conheço nem um bicho

Capaz de tão vil proeza

De sujar e degradar

Destruindo a Natureza

Só o homem faz este mal

Não percebe que ao final

É quem perde, com certeza!

 

Sua voz, uma beleza

Tão sonora e encantada

E as palavras que dissera

Me deixaram preocupada

Eu decidi ajudar

Pra que se possa espalhar

A mensagem que foi dada

 

A tal mocinha engajada

Sumiu como num piscar

Eu nem perguntei seu nome!

Vi no rio a mergulhar

Como um peixe que passeia

Uma Cauda de Sereia

E mal pude a acreditar

 

Era ela a acenar

nadando qual capivara

no rio Capibaribe

uma aparição tão rara

nos deixou esta lição

cuidem da preservação

Assim como a bela Iara!

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Associação dos Seres Folclóricos

o sapo - jota borges

o sapo – jota borges

Vou lhes contar uma coisa
Pra fazer queixo cair
Conheci seres fantásticos
Ninguém pode desmentir
Foi num sonho, tão profundo
Conto pra você ouvir:

.

Fiquei boba de aplaudir
Criaturas tão famosas
Que vieram me falar
Me dizendo, tão queixosas
Que as cantigas e parlendas
Nos dão visões enganosas
.

A primeira, toda prosa
A bela Sambalelê
Chegou de cabeça inteira
Imagine só você
Disse “eu não estou doente
Quem me encontra logo vê!”

.

Do sovaco, pode crer,
Um termômetro tirou
De fato não tinha febre
E ela assim continuou
Muito braba e indignada
E ainda completou:

.

“Não sei quem foi que inventou
Que preciso de palmada
E se estivesse doente
Devia ser castigada?
Só quero mesmo é dançar
Me esbaldar numa sambada!”

.

“Está certa e apoiada!”
Tocando seu violão
Pai Francisco entrou na roda
Dando respaldo à questão
Criticando o delegado
Que o levou para a prisão.

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Não gostou Bumbalalão
Capitão que ele era
Dona Chica esbravejou:
“Vivemos em outra era!”
O gato do outro lado
Miando disse: “quem dera!”

.

Seu Rei estava uma fera
Ao ver todos revoltados
Prevendo a revolução
Dos tais seres encantados
Pois quem toma consciência
Questiona ao ser comandado…

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O Sapo estava arretado:
“Vou processar o autor
Da minha biografia!
Sou um grande locutor
Minha imagem está bem suja
Mas lavo o pé, sim senhor!”

.

Decida e com furor
Falou bem forte a mocinha:
“Eu não sou interesseira
Prefiro ficar sozinha
Não escolho namorado
De maneira tão mesquinha!”

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“E eu já disse, Oh Maninha!
Que não vou mais costurar”
A sapa falou tão séria…
“Eu também quero cantar
Se não, não tem casamento
Nem festa pra celebrar!”

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Eu precisei explicar
Falei que nem professor
Que aqueles versinhos todos
Não são de um só escritor
Pois são de Domínio Público
O povo é que é seu autor…

.

Têm questionável teor
Ou conduta debochada
Mas isso é devido a época
Em que a canção foi forjada
Talvez como brincadeira
Possa ser modificada

.

Mas a história é contada
Através das tradições
As cantigas nos ensinam
E fazem demonstrações
Sobre os costumes de outrora
E assim nos deixam lições

.

Percebam que essas canções
Embalam os sonhos da gente
Fazem parte da Cultura
Da memória um expoente
Se a gente a não preservar
Se perdem completamente

.

Como fui bem eloquente
Os seres associados
Dispersaram-se em fumaça
Com os sorrisos estampados
Pois nos sonhos, os problemas
São todos solucionados

.

Ainda de olhos fechados
Me lembrei de uma canção
Vovó cantava de uma anjo
Que roubou seu coração…
E antes que eu despertasse
O anjo gritou: “roubei não!”

 

 

 

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A roupa que a gente veste / A roupa que veste a gente – Cordel

A Temperança - Lavadeira Nordestina por Pedro índio Negro - Col. Tarô Nordestino

A Temperança – Lavadeira Nordestina por Pedro índio Negro – Col. Tarô Nordestino

 

A roupa que a gente veste

A roupa que veste a gente

Por Mariane Bigio

A gente andava pelado
Isso foi antigamente
O Índio ‘inda anda assim
Se porta naturalmente
A gente é que se reveste
A roupa que a gente veste
A roupa que veste a gente

.

Tanta roupa diferente
Cada qual do seu jeitinho
Camisa, calça, vestido
Bem comprido ou bem curtinho
Tem roupa de ir à praia
Tem sunga, biquíni, saia
Tem maiô e tem shortinho

.

Se fizer um friozinho
A roupa faz ficar quente
Tem casaco, meia e gorro
Pra que o calor se sustente
No tecido é que se investe
A roupa que a gente veste
A roupa que veste a gente

.

Pode ser que o clima esquente
E o suor pingue da testa
Tem tecido leve e fino
Estampas fazem a festa
As mangas cortadas fora
Chapéus vêm em boa hora
Fazendo sombra modesta

.

Às vezes a gente empresta
Pega emprestado também
Às vezes a gente ganha
A roupa que foi de alguém
Roupa usada do brechó
Roupa antiga da vovó
Bem miúda pro neném

.

A roupa vai muito além
De uma casca exterior
Não precisa ser de marca
Nem ser cara, não senhor
Ser confortável convém,
Se ela nos faz sentir bem
Já é de grande valor

.

Em uma história de amor
Caso haja um casamento
O traje de quem se casa
De acordo com o sacramento
Traduz significados
Nas roupas representados
Neste especial momento

.

Pra nos proteger do vento
Um cachecol bem felpudo
As luvas vestem as mãos
Sendo de lã ou veludo
A roupa preta é pro luto
Padrão pro atleta astuto
Tem mesmo roupa pra tudo

.

Até merecem estudo
As famosas vestimentas
De alguns ícones da história
Cuja a roupa salienta
Sua singularidade
Faraós na Antiguidade
Madona aos Anos Oitenta

.

A lista aqui só aumenta
Elvis Presley com seu brilho
As moças de antigamente
As que usavam o espartilho
A Gueixa com seu Quimono
Pijama é pra quem tem sono
E os versos seguem seu trilho

.

Às vezes de pai pra filho
A roupa é feio uma herança
Tem a batina do padre
Que batiza uma criança
Tem roupa que é fantasia
Se o carnaval principia
Pra poder entrar na dança

.

Cor verde traz esperança
Para quem acreditar
Que a roupa muda o astral
E pode nos transformar
Tem roupa que comunica
Como bandeira que indica
À que viemos lutar

.

A roupa pode falar
Simbolizar a Cultura
Através da indumentária
Um Povo se configura
Beleza que não se poupa
Uma ciranda de roupa
Que no mundo se costura

.

São as cores, a textura
Fios a se entrelaçar
Tem as máquinas e as tinturas
Agulha, linha e tear
Norte ou sul, leste, oeste
A roupa que a gente veste
Tem histórias pra contar

.

Roupa sempre vai mudar
A moda é sua regente
O estilo é particular
Da vitrine é independente
Do Nordeste ao sudeste
A roupa que a gente veste
A roupa que veste a gente!

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Versos Pequeninos

“Cada momento da infância
tem particularidades
centenas de descobertas
rotina de novidades
há muito potencial
nessa fase especial
dos dois aninhos de idade!

muita curiosidade
são mesmo pesquisadoras!
aprendendo a se expressar
de maneira encantadora
quando não compreendidas
fazem birra, tão sabidas!
são natas exploradoras!

.
professores, professoras
lhes servem de referência
além dos familiares
com seu amor, paciência
e um carinho profundo
lhes apresentando o mundo
com bastante experiência!

em cada gesto: ciência
uma canção? muito ensina!
uma história que é narrada
vilões, heróis e heroínas
nos enredos encantados
São fontes de aprendizados
ao menino e à menina!”

(por Mariane Bigio)

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