Cordel Espacial

por Jozef Mikulcik - Via Pixabay

Construí de papelão

Minha nave espacial

Pra voar por entre os astros

Do espaço sideral

.

Um foguete original

Com seus botões de tampinhas

E meu traje de astronauta

Um pijama de estrelinhas

.

Para esta aventura

Me preparei muito bem

Separei frutas pro lanche

Garrafa d´água também

.

A calculadora antiga

Virou o meu transmissor

Para me comunicar

Com o comando instrutor

.

A contagem regressiva

Começou no pensamento

3,2,1 e decolar!

Foi-se a nave me movimento

.

A vista era encantadora

Em meio ao céu estrelado

Que fiz usando a lanterna

E um escorredor furado

.

Fui navegando no espaço

Como num sonho encantado

Cheguei logo a um planeta

Um tanto desarrumado

.

Nem Mercúrio e nem Vênus

Brinquedos por todo canto

A bagunça em toda parte

Não era Marte portanto

.

Planeta desconhecido

Recebeu uma invasora:

– Depois arrume seu quarto!

Disse ela com a vassoura

.
Saí correndo dali

Para seguir o meu roteiro

Depois guiei minha nave

Rumo ao Planeta Banheiro

.

Pois lá tinha uma estação

Que precisei visitar

Deixei ali a encomenda

Para a descarga levar

.

Lavei muito bem as mãos

E deixei o tal planeta…

E assim segui rumo ao mundo

Dos livros e cadernetas

.

Muitas pastas nas estantes

Muitas histórias e discos

Ali explorei bastante

Não parecia haver riscos

.

Foi aí que um E.T.

De olhos muito aumentados

Veio logo me alertando:

– Tô trabalhando, cuidado.

.

E aquele E.T. barbado

Falou em seu dialeto

Com alguns outros E.Ts

No computador discreto

.

Talvez um clube secreto

Tipo interestelar

E de novo o E.T. falou

– Filho, eu vou trabalhar…

.

Para não atrapalhar

Eu segui na excursão

Não vi Júpter, mas Saturno

Deu pistas da direção

.

Nesse canto do universo

Qual um vórtice proibido

Ficava a cama que tinha

Campo de força embutido

.

Nela eu já dormi fugido

Nas noites de pesadelos

Ou quando fui perseguido

Por monstros cheios de pelos

.

Logo à frente, a prateleira

Com muitos anéis brilhantes

Serão anéis de saturno?

De poeira cintilante?

.

A invasora celeste

Com a arma vassoral

Apareceu por ali,

com seu tom habitual:

.

– Seu quarto é buraco negro!

Eita bagunça danada!

Se uma coisa se aproxima

No mesmo instante é tragada!

.

Eu parti em retirada

Sem ao menos avistar

Nem Urano, nem Netuno

Neste espaço singular

.

Mas cheguei a um lugar

E pousei o meu foguete

Sobre a fofa superfície

Felpuda como um tapete

.

Por ali investiguei

Se havia joia escondida

Mas só recolhi amostras

De restinhos de comida

.

Nenhuma rocha sequer

Consegui para a pesquisa

E segui na minha rota

Brincalhona e imprecisa

.

Sobrevoei a varanda

De onde avistei a lua

Ouvi uns seres lunares

Miando à noite na rua

.

Fui à área de serviço

Área restrita à presença

Lá revi a invasora

– Tô varrendo, dá licença?

.

No fim cheguei ao planeta

Que é o mundo dos sabores

Cheio de aromas diversos

Temperaturas e cores

.

A invasora voltou…

Na verdade era a Rainha

De todo aquele sistema

E da galáxia inteirinha!

.

Eu me rendi aos seus pés

E o foguete estacionei

Diante da Nave Mãe

Eu humilde me curvei

.

– Já está de noite, amanhã

Você toma o seu sorvete.

Ganhei um beijo na testa

E voltei pro meu foguete

.

Fui ao Planeta-meu-quarto

Seguindo a sua instrução

Arrumei minha bagunça

Dei por cumprida a missão!

Por Mariane Bigio

Sobre Mariane Bigio

Poeta e Videasta. Eu faço versos como quem chora, ama, brinca, ri.... Eu faço versos como que vive.
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