Cem Sonetos de Amor

Há 3 anos atrás ganhei um livro de Neruda: Cem Sonetos de Amor. Engana-se quem pensa que o recebi de maneira convencional. Nada de embrulhos e dedicatória na primeira página. Ao invés disso, cada folha fora arrancada e prefaciada por suas próprias mãos, com suas próprias palavras – às vezes detinha-me a saborear mais àquelas letrinhas no topo, que ao próprio poema – e, um por vez, me eram entregues os sonetos. Cada momento de felicidade intensa, e às vezes até de extrema insegurança, eram seguidos de uma dessas páginas, que continham ao menos um verso que simbolizasse o acontecimento anterior. Eram gotas do amor que Neruda nutriu por sua Matilde. Eu às vezes até me esquecia que ainda havia sonetos por receber, uma vez que não os contabilizava. E era ainda mais simbólico recebê-los depois de um tempo, quando menos esperava. Era como se o amor viesse à tona, era como se ele me dissesse, “vê, não esquece”. E assim o amei e amo, não ao poeta chileno, grande Pablo, dos Andes, Neruda, mas ao rapaz de nome também latino, o tal Diego, meu amor.

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Sobre Mariane Bigio

Poeta e Videasta. Eu faço versos como quem chora, ama, brinca, ri.... Eu faço versos como que vive.
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