A Saga de Zé do Cano Contra o Coronavírus – Cordel Ambiental

Texto de Espetáculo “A Saga de Zé do Cano contra o Coronavírus”, da BRK Ambiental, escrito em cordel por Mariane Bigio, permeado por paródias e músicas.

Captura de Tela 2020-06-04 às 12.40.02

Alô, alô criançada
E adultos deste lugar
Hoje trago uma mensagem
Num cordel eu vou narrar
A saga de Zé do Cano
Que não é um ser humano
Mas tem muito a ensinar!

Zé do Cano é um herói
que nunca nos abandona
e contra os vilões do esgoto
o Zé do Cano detona!
Precisamos ajudar
Hoje vamos recrutar
Mais heróis contra o Corona!

Nessa nossa maratona
Enfrentamos um vilão
Invisível aos nossos olhos
Mas que é muito sabichão
Que nos faz adoecer
Nós precisamos vencer
Por isso muita atenção:

O remédio é prevenção
É a força que nos move
Ei meninos e meninas
Cuja alegria comove!
Precisamos de vocês
Para eliminar de vez
a COVID-19!

Precisamos que os abraços
Aperto de mão, beijinho
Por hora fiquem guardados
Pois são o principal caminho
Para o vírus se espalhar
Assim vamos demonstrar
De outro jeito este carinho

Paródia 1

Terezinha de Jesus
Preferiu não dar a mão
Por enquanto cavalheiro
Só terás meu coração

Da laranja quero um gomo
Do limão quero um pedaço
O carinho mais seguro
É sem beijo e sem abraço

E seguindo esta cantiga
Há reforço inteligente
Mais heróis que nos ajudam
Atuando nesta frente
Um deles sai da torneira
Zé responde de primeira:
É a água minha gente!

Uma heroína potente
Enfrenta muitas doenças
Mas temos que cuidar dela
Pra que o Corona não vença!
Sempre economizar
Pra que não venha a faltar
Pois água não se dispensa!

Há vilões em desavença
Vivem criando cilada
Ferindo o meio-ambiente
E a agua, nossa aliada
São eles vilões do esgoto
Deixam a rede arruinada!

Pra gente não dar mancada
Nesse tempo em quarentena
Fique atento, fique atenta
Pois a lição vale a pena
Cada lixo em seu destino
Pra não haver desatino
Pra nossa vida ser plena!

Os vilões do esgotamento
Nós iremos te mostrar
Fio Dental vai pro lixo
Depois que você usar
O Papel, o Absorvente
Não há descarga que aguente
O lixeiro é seu lugar!

Também no lixo jogar
A fraldinha descartável
Ao ajudar a mamãe
De maneira muito amável
Raspe o Resto de Comida
Lixo biodegradável

Assim é mais agradável
lavar a louça todinha
e muita atenção ao vilão
que é o óleo de cozinha!
Deve ir pra reciclagem
É assim que os heróis agem
Qual faz a borboletinha!

Paródia 2
Borboletinha
O óleo de cozinha
É descartado
Numa garrafinha

Poti poti
Faz muito mal
Jogar no ralo
Não é legal!

Também pelo ralo escapa
Outro vilão horroroso
Depois do banho, o Cabelo
Sai limpinho e bem cheiroso
Os fios que se soltaram
Lá no ralo acumularam
Virando um monstro seboso!

Outra vilã atrevida
Que também é perigosa
É a EMBALAGEM PLÁSTICA
Pequenina ou volumosa
Vai pro lixo, com certeza
Não polui a natureza
Nem a água preciosa

Assim você colabora
E o ciclo da Água flui
A Heroína ganha forças
Quando a gente não polui
Há outros heróis chegando
Zé do Cano Vem mostrando
Com a gente contribui

Ele é famoso demais
No combate ao tal vilão
Junto com água faz dupla
Para a nossa proteção
Tem no banheiro da gente
Não tem corona que aguente
Água junto com o SABÃO!

Paródia 3

O Sapo não lava a mão
Que falta de educação
Em tempos de quarentena
Só vale à pena a prevenção

Tem que lavar bem direito
Vinte a trinta segundinhos
Com espuma até o punho
E também entre os dedinhos
Das unhas nunca se esqueça
Sujeira desapareça
Nos deixando bem limpinhos!

E se não der pra lavar?
Se a água estiver faltando?
Temos um outro aliado
Para chegar completando
Este time de reforço
Pois vale qualquer esforço
Pra gente seguir ganhando

Quem é ele, amigo Zé?
Ele anda muito importante
Conheçam o Álcool Gel
Nosso coadjuvante
Pois ele vem pra salvar
Se a água ou sabão faltar
Pra gente seguir , avante!

E assim vamos ampliar
Nossa trincheira durona!
Nossa batalha é em casa
Pro vírus não ter carona
Da higiene cuidando
E água economizando
Na luta contra o Corona!

Quero a todos convidar
Para seguir este plano
Juntando-se a este time
sem se esquecer por engano
um vilão sempre destrói
você pode ser herói
juntando-se ao Zé do Cano!

Música Tema:

(Refrão)
Preste atenção Adulto
Preste atenção Criança
Faça parte deste time
Que defende a esperança!

Nós viemos recrutar
Os meninos, e meninas
Assim como Zé do Cano
São heróis e heroínas

Também vamos batalhar
Coronavírus vencer
E pra isso acontecer
Vocês podem ajudar

Suas mãos sempre lavar
Usando água e sabão
Ficando em casa, brincando
Cantando esta canção

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Cordel Espacial

por Jozef Mikulcik - Via Pixabay

Construí de papelão

Minha nave espacial

Pra voar por entre os astros

Do espaço sideral

.

Um foguete original

Com seus botões de tampinhas

E meu traje de astronauta

Um pijama de estrelinhas

.

Para esta aventura

Me preparei muito bem

Separei frutas pro lanche

Garrafa d´água também

.

A calculadora antiga

Virou o meu transmissor

Para me comunicar

Com o comando instrutor

.

A contagem regressiva

Começou no pensamento

3,2,1 e decolar!

Foi-se a nave me movimento

.

A vista era encantadora

Em meio ao céu estrelado

Que fiz usando a lanterna

E um escorredor furado

.

Fui navegando no espaço

Como num sonho encantado

Cheguei logo a um planeta

Um tanto desarrumado

.

Nem Mercúrio e nem Vênus

Brinquedos por todo canto

A bagunça em toda parte

Não era Marte portanto

.

Planeta desconhecido

Recebeu uma invasora:

– Depois arrume seu quarto!

Disse ela com a vassoura

.
Saí correndo dali

Para seguir o meu roteiro

Depois guiei minha nave

Rumo ao Planeta Banheiro

.

Pois lá tinha uma estação

Que precisei visitar

Deixei ali a encomenda

Para a descarga levar

.

Lavei muito bem as mãos

E deixei o tal planeta…

E assim segui rumo ao mundo

Dos livros e cadernetas

.

Muitas pastas nas estantes

Muitas histórias e discos

Ali explorei bastante

Não parecia haver riscos

.

Foi aí que um E.T.

De olhos muito aumentados

Veio logo me alertando:

– Tô trabalhando, cuidado.

.

E aquele E.T. barbado

Falou em seu dialeto

Com alguns outros E.Ts

No computador discreto

.

Talvez um clube secreto

Tipo interestelar

E de novo o E.T. falou

– Filho, eu vou trabalhar…

.

Para não atrapalhar

Eu segui na excursão

Não vi Júpter, mas Saturno

Deu pistas da direção

.

Nesse canto do universo

Qual um vórtice proibido

Ficava a cama que tinha

Campo de força embutido

.

Nela eu já dormi fugido

Nas noites de pesadelos

Ou quando fui perseguido

Por monstros cheios de pelos

.

Logo à frente, a prateleira

Com muitos anéis brilhantes

Serão anéis de saturno?

De poeira cintilante?

.

A invasora celeste

Com a arma vassoral

Apareceu por ali,

com seu tom habitual:

.

– Seu quarto é buraco negro!

Eita bagunça danada!

Se uma coisa se aproxima

No mesmo instante é tragada!

.

Eu parti em retirada

Sem ao menos avistar

Nem Urano, nem Netuno

Neste espaço singular

.

Mas cheguei a um lugar

E pousei o meu foguete

Sobre a fofa superfície

Felpuda como um tapete

.

Por ali investiguei

Se havia joia escondida

Mas só recolhi amostras

De restinhos de comida

.

Nenhuma rocha sequer

Consegui para a pesquisa

E segui na minha rota

Brincalhona e imprecisa

.

Sobrevoei a varanda

De onde avistei a lua

Ouvi uns seres lunares

Miando à noite na rua

.

Fui à área de serviço

Área restrita à presença

Lá revi a invasora

– Tô varrendo, dá licença?

.

No fim cheguei ao planeta

Que é o mundo dos sabores

Cheio de aromas diversos

Temperaturas e cores

.

A invasora voltou…

Na verdade era a Rainha

De todo aquele sistema

E da galáxia inteirinha!

.

Eu me rendi aos seus pés

E o foguete estacionei

Diante da Nave Mãe

Eu humilde me curvei

.

– Já está de noite, amanhã

Você toma o seu sorvete.

Ganhei um beijo na testa

E voltei pro meu foguete

.

Fui ao Planeta-meu-quarto

Seguindo a sua instrução

Arrumei minha bagunça

Dei por cumprida a missão!

Por Mariane Bigio

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Cordel da Gratidão

Gratidão é uma palavra
Que expressa um sentimento
Uma alegria que invade
Nos toma por um momento
Quando alguém nos faz o bem
Nos dá carinho ou alento
.
Gratidão não anda só
Gosta de retribuir
Nós sentimos e queremos
Fazer o outro sentir
Se nós estamos felizes
Queremos fazer sorrir
.
Gratidão é prima-irmã
Da bela e gentil bondade
Um trevo de quatro folhas
Que muda a realidade
Que é condutora da paz
Porta-voz da humildade
.
Já vi nascer em um muro
Em meio a tanta dureza
Do concreto, do cimento
Um ramo de natureza
Nesse mesmo muro eu li
Um verso de gentileza
.
Gratidão pode ser simples
Não precisa complicar
Podemos agradecer
Tudo que a vida nos dá
Mas pra isso precisamos
Nossa cuca transformar
.
O óculos da gratidão
Todo mundo deve ter
Ele corrige a visão
Nos fazendo perceber
Que em todo canto há presentes
Para a gente agradecer
.
Se a gente olha o almoço
Não vê nada especial
Mas o óculos nos mostra
Um banquete sem igual
Preparado com carinho
Com sabor sensacional
.
Nossa cama, sem o óculos
Não tem nada diferente
Mas ajuste o seu olhar
Enxergue com outra lente
O descanso revigora
E o sonho é filme envolvente!
.
Como é bom poder sonhar
E brincar com a fantasia
Agradeça ao acordar
Pois nasceu um novo dia
Tantas possibilidades
Diga obrigado e sorria…
.
O carinho, e o amor!
O brinquedo e a comida
O colchão, o travesseiro
Nossa canção preferida
Os amigos… a família!
A saúde… a nossa vida!
.
Obrigado, obrigada
Pelas flores no jardim
Pela chuva, o arco-íris
E a noite que chega enfim
Trazendo a lua, as estrelas
Disposta no céu sem fim
.
Agradeço pelos livros
E a escola que me ensina
Sou grato por ser criança
Por ser menino ou menina
Pela imaginação
Que me encanta e me fascina
.
Pelo cheiro de pipoca
E a fruta doce e gostosa
Mesmo sendo pequeninas
As coisas são grandiosas
Com o óculos da gratidão
A vida é maravilhosa
.
E se eu cair? Me chateio!
Mas agradeço o remédio
Só sei que bom viajar
Se eu já conheci o tédio
Agradeço a minha casa
Mesmo que se chame prédio
.
Agradecer nos faz bem
E nos traz satisfação
Agradeço cada letra
Da palavra gratidão
O óculos que nos permite
Enxergar com o coração!
.

Mariane Bigio, durante a Quarentena de 2020.

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Uma Menina Vestida de Jardim – Cordel para Crianças

Uma menina vestida de jardim

Sitio Formoso era lindo

Feito o nome já dizia

Lá morava uma menina

O seu nome era Maria

O mesmo nome da avó

Da mãe e também da tia

 

Por haver tanta Maria

Pra ninguém se aborrecer

Ela ganhou mais um nome

Logo depois de nascer

Tornou-se Maria Flor

E assim pôs-se a crescer

 

O jardim a florescer

A primavera chegou!

Correu notícia no sítio

Rebuliço se instalou

“Vai ter baile e muita dança

o vizinho convidou!”

 

Cada moça procurou

uma roupa pra usar

Maria Flor foi correndo

No seu baú foi buscar

Escolheu um vestidinho

O mais bonito que há!

 

Mas ao experimentar

O vestido não cabia!

Essa Flor cresceu tão rápido

Coitadinha da Maria!

Provou, abriu, não fechou

Nenhuma roupa servia!

 

Uma prima lhe acudia:

“Esse aqui pode ser seu

Já não cabe mais em mim

Já não pode mais ser meu”

Maria pegou o vestido

E à prima agradeceu

 

A menina entristeceu

Queria roupa novinha!

Algo bem diferente

Com detalhes na bainha

Com gola, manga e botão

Babado, laço e fitinha

 

Foi chegando a noitinha

Família toda animada

Só Maria, cabisbaixa

Num cantinho, encostada

Mas quando chegou na festa

Ficou logo deslumbrada!

 

A casa bem decorada

O jardim muito bonito!

Aliás, em todo o sítio

Foi seu canto favorito

Sentou-se ali, entre as plantas

Ficando longe do agito

 

Quando ouviu barulho aflito:

“Que cara é essa querida”

perguntou-lhe uma cigarra

pousada na margarida

Maria Flor respondeu:

Estou muito mal vestida!”

 

E com cara de sofrida

a menina prosseguiu:

Este vestido é usado

Porque outro não serviu

Está grande e desbotado

Não sei se a senhora viu…”

 

E a cigarra fez: “psiu!

Eu posso te ajudar!

Vou chamar alguns amigos

Sua roupa incrementar

Você já é tão bonita

E mais bela irá ficar!”

 

Flor não quis acreditar

Mas a cigarra chamou

A mais linda borboleta

Que em seu colo repousou

“Quer broche melhor que esse?”

A cigarra perguntou

 

E ela então continuou

“Que venham as joaninhas!”

De cima a baixo da roupa

Fizeram fila retinha

“Estes são os seus botões,

mas podem fazer cosquinha!”

 

A astuta cigarrinha

Muitas flores contratou

A papoula bem frondosa

Em mangas se transformou

Cada pétala de rosa

A cigarra costurou

 

Com o fio que sobrou

De uma teia da aranha

Fez assim uma bainha

De beleza tão tamanha

E ainda completou

“Tem alguma coisa estranha…”

 

“Margarida, não se acanha!

É você que está faltando!”

A flor branca e amarela

Foi de pronto se instalando

Nos cabelos de Maria

Que estava adorando!

 

Uma planta se arrastando

Dessas feito trepadeira

Agarrou-se na cintura

E enrolou-se por inteira

A cigarra agradeceu:

Bem-vinda, dona Parreira!

 

Centopéia, bem faceira

Veio quase tropeçando

Subiu até lá em cima

Foi na gola se instalando

Parecia um colar

Com muitas contas brilhando

 

Maria se viu dançando

Não podia acreditar!

Nunca vestiu-se assim

Nunca de imaginar

Quase beijou a cigarra

Que falou pra não cantar:

 

Vá depressa aproveitar

 na festa se entreter

e quando tudo acabar

venha logo devolver

cada coisa pro seu canto

pro jardim poder viver”

 

Maria então foi fazer

O que a cigarra mandou

Se divertiu como nunca!

Todo mundo elogiou

O vestido mais bonito

Que ninguém jamais usou

 

E quem foi que costurou?

Todo mundo perguntava

Maria contava tudo

Mas ninguém acreditava

Ela estava tão feliz

Que pros outros nem ligava!

 

Maria contagiava

Todos com sua alegria

E já nem se importava

Com a roupa que vestia

Assim voltou ao jardim

Onde a cigarra vivia

 

Ali desfez a magia

A todos agradeceu

Cada coisa em seu lugar

A menina devolveu

Voltou com vestido velho

Só que ninguém percebeu!

 

E o dia amanheceu

A festa teve seu fim

Maria Flor florescia!

Terminou feliz assim

A história da menina

Que vestiu-se de jardim!

 

Mariane Bigio, Recife, 07/06/14

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A Dona Baratinha em Cordel

A DONA BARATINHA EM CORDEL
– por Mariane Bigio

Assim se conta a história
Da formosa Baratinha
Muito vaidosa levava
No cabelo uma fitinha
Sua casa era cheirosa
Arrumada e bem limpinha

Pois a dona Baratinha
Foi limpar o seu terreiro
Capinou todo o capim
Que o cobria por inteiro
E encontrou uma caixinha
Muito cheia de dinheiro!

A notícia bem ligeiro
Se espalhou pelo Sertão
Logo veio um pretendente
Conquistar seu coração
Era o Boi, muito faceiro
Chegou cantando a canção

O Boizinho quer casar
Com a dona Baratinha
Que tem fita no cabelo
E dinheiro na caixinha!
Meu mugido é muito alto
E dura a noite inteirinha!

Mas a dona Baratinha
Achou o “muuu” estridente
E decidiu esperar
Por um novo pretendente
Foi quando veio o Jumento
Relinchando bem contente

O Jumento quer casar
Com a dona Baratinha
Que tem fita no cabelo
E dinheiro na caixinha!
Eu relincho o tempo todo
Qual alarme ou campainha!

A Barata, coitadinha
Até teve dor de ouvido
Disse “não” ao tal Jumento
Que empacou enraivecido
Em seguida veio o Bode
Muito sério e bem vestido

O Bode quer se casar
Com a Dona Baratinha
Que tem fita no cabelo
E dinheiro na caixinha!
O meu berro é imponente
Acorda galo e galinha!

Enjoada e cansadinha
A Barata dispensou
O Bode que foi berrando
E que nunca mais voltou
Então veio o Carcará
Que na janela pousou

O Carcará quer casar
Com a dona Baratinha
Que tem fita no cabelo
E dinheiro na caixinha!
Dou um grito assustador
De arrepiar a espinha!

A Barata qual rainha
Despediu-se impaciente
Da tal ave de rapina
Agressiva e saliente
Que deu espaço ao Preá
Chegando todo envolvente…

O Preá quer se casar
Com a dona Baratinha
Que tem fita no cabelo
E dinheiro na caixinha!
Sou discreto e silencioso
Minha voz é bem fininha…

E a dona Baratinha
Finalmente amoleceu!
Deu sua mão ao Preá
E o noivado aconteceu
O casório foi marcado
Quando o dia amanheceu

E quando o sino bateu
O Preá tinha sumido
Que será que aconteceu?
Haveria desistido?
A Barata ficou triste
E chorou sobre o vestido

Um vexame acontecido
Coisa pior não há
As galinhas tinham feito
Um gostoso mungunzá
E quando foram comer
Lá dentro estava o Preá

Baratinha fez “buááá”
Choradeira inconsolável
O Preá se parecia
Muito quieto e amável
Mas era muito guloso
E teve um fim lamentável

Agiu muito irresponsável
Atacando a refeição
Que ali seria servida
Durante a recepção
Se atrapalhou e caiu
Se afogou no caldeirão

Pra acalmar o coração
Da noivinha entristecida
Cacarejou a Galinha
Sua amiga tão querida
“É melhor viver sozinha
Do que ser triste na vida!”

“Essa atitude atrevida
Do infame roedor
Já demonstra as intenções
Que tinha aquele senhor
Casava por interesse
Não casava por amor!”

Foi passando a sua dor
Pois nunca esteve sozinha
Feliz junto com amigos
E o dinheiro da caixinha?
Comprou fitas e mais fitas
Viva a dona Baratinha!

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Hortência!

Compartilho com vocês o meu livro Hortência, história de uma menina com nome de flor que tinha uma plantinha de estimação! Esse livro foi distribuído gratuitamente em um projeto realizado junto à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Prefeitura da Cidade do Recife. Agora deixo aqui o PDF pra quem quiser ter acesso! As ilustrações lindas , todas em aquarela, são de Juliana Barreto!

livro_hortencia_baixa-2.pdf

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Festa à Fantasia – Cordel carnavalesco para crianças!

Lapa de Urso - Murilo Silva

Lapa de Urso – Murilo Silva

Eu adoro Carnaval
Uma festa de alegria
De confetes, serpentina
Que a todos nós contagia
Onde a gente se transforma
Quando veste a fantasia!

Na semana da folia
Mamãe me pegou na mão
E me levou para o baile
Uma festa no salão
O local bem enfeitado
Muito brilho pelo chão

De toda a decoração
Eu gostei foi das fitinhas
Que pendiam lá do teto
Cortinas coloridinhas
E as máscaras tão bonitas
Bem que podiam ser minhas!

Com a roupa de bolinhas
Fiz valer o meu ingresso
Minhas asas e as antenas
Brilhavam sem muito excesso
Vestida de Joaninha
No desfile fiz sucesso!

Cruzei com outros insetos
Uma abelha bem faceira
Uma linda borboleta
Pequenina e feiticeira
Ainda um grilo falante
Que pulou a tarde inteira!

Eu estava na fileira
Pra comprar refrigerante
Foi aí que eu avistei
Algo muito interessante
Um tubarão foi cercado
Por uma dupla intrigante

Os dois eram integrantes
Da mesma família, irmãos
Um era um Marinheiro
Ou outro era o Capitão
Os dois brincavam de pega
Com o menino-tubarão

Levei um belo encontrão
De um palhaço atrapalhado
Quantos anos você tem?
Perguntou-me envergonhado
Tenho 7… eu respondi
E correu desembestado!!!

Levei um susto danado
Quando ouvi uma risada
Daquelas assustadoras
Mas fiquei aliviada…
Quando vi uma bruxinha
Que chegava pela entrada

Um príncipe de mão dadas
Mas não era com a princesa
E sim com a sua avó
Que o mimava, com certeza!
Não quis salvar seu ninguém
Fez birra e muita brabeza

Pois num é que vossa alteza
Principezinho emburrado
Só ficou mais sorridente
Quando chegou do seu lado
Um tipo super-herói
Com uniforme encarnado

Um papangu mascarado
Um gato e até um cachorro
Uma boneca de pano
Dançou que rasgou o forro
O clube inteiro dançava
Quando alguém gritou: Socorro!

Não sei se fico ou se corro…
O rebuliço formado
Parecia até mentira
Todo mundo estatelado
Quando se brinca de estátua
Que todos ficam parados!

E quem havia gritado
Não ficou pra explicar
A música estava parada
Todos a se entreolhar
Até que a fada madrinha
Resolveu, foi perguntar

Depois de muito explicar
Um menininho chorava
Com todo mundo ao redor
Somente a sunga ele usava
Soluçando, dava dó
De tão triste que ele estava

Aos prantos ele explicava
“Eu vim de Múmia vestido
Estava todo enfaixado
Fui no desfile aplaudido
Quando a pontinha da faixa
Se enganchou por um descuido..

Eu lá, dançando iludido
Comecei rodopiar
Fui ficando descoberto
A roupa a desenrolar
Quando então eu percebi
E comecei a gritar!

Fiquei tonto de girar
E agora não tem mais graça
Não tem festa, nem comida
Nada que me satisfaça
Já não tenho fantasia
Acabou-se, que desgraça!

Foi aí que uma palhaça
Quis emprestar-lhe o nariz
O menino agradeceu
Mas fez que não, e não quis
Explicou que treinou muito
Só de múmia era feliz

Foi aí que eu pensei “xis”!
Resolvi essa questão
Fui correndo ao sanitário
Peguei rolos de montão
Foi-se o papel higiênico
Do banheiro do salão!

Ele abriu um sorrisão
Começamos a enrolar
Ficou uma múmia perfeita
Prontinha para assustar
Recomeçamos a festa
Com todo mundo a dançar

A festa foi terminar
Mas eu nem vi seu final
Foi lá pras tantas da noite
Umas 10 horas e tal
Fui pra casa cochilando
No caminho fui sonhando
Com a tarde especial

É que adoro Carnaval!
Uma festa de alegria
De confetes, serpentinas
Que a todos nós contagia
Onde a gente se transforma
Quando veste a fantasia!

[por Mariane Bigio]

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